Uma música da BAHIA – vamos sonorizar

2025-03-27 0 Por Rosa Ribeiro

Escola é um espaço complexo e altamente diversificado que, dada a sua abrangência, congrega diferentes sujeitos e universos culturais.

Atuar na educação básica é um desafio para os profissionais da educação, No entanto, é preciso superar os obstáculos existentes, possibilitando que as escolas cumpram propiciar ao indivíduo uma formação ampla e plena para que possa viver e atuar em sintonia com as necessidades, características e valores do mundo que o rodeia.

Entendemos que a partir de práticas de criação, interpretação, descoberta e vivência musical, bem como de propostas lúdicas, diversificadas e eficazes de ensino, o educador musical concretizará caminhos relevantes para a sua atuação docente, podendo, dessa forma, propiciar uma formação ampla e plena desse indivíduo. Formação essa que ofereça as condições necessárias para que os diferentes sujeitos presentes no processo educativo possam lidar com códigos, valores e significados intrínsecos da linguagem musical.

Certamente é papel do professor de música na educação básica ministrar aulas e desenvolver conteúdos fundamentais para a formação musical no universo escolar. Entretanto, é tarefa de todos nós, educadores musicais e membros da sociedade em geral, pensar, refletir e contribuir efetivamente para que a música, enquanto fenômeno artístico e cultural faça parte do rico, potencial e democrático universo formativo da educação básica.

KOELLREUTTER diz, que a criança acima dos  anos manifesta através da linguagem falada uma resposta de caráter marcadamente afetiva ao estimulo musical. Caracterizada pela participação da consciência afetiva, a manipulação espontânea do material sonoro, sendo o canto sua manifestação mais corrente.

Teca Alencar e Carlos Kater, educadores musicais brasileiros, reiteram essas palavras de Koellreutter e dizem, o manejo dos elementos musicais diferentes não só motiva um desenvolvimento sensorial-progressivo e supõe um ativo estimulo afetivo que constitui o fator preponderante no desenvolvimento mental-musical do indivíduo.

  •  Experiência / sensorialidade; motricidade.
  •  Consciência / afetividade; linguagem.
  • Conceito / intelecto; pensamento lógico.

 

Uma ATIVIDADE para Criação Sonora:

  1. Falarei algumas cores e vocês me dirão uma palavra – AZUL, MARROM, BRANCO, AMARELO;
  2. Que cor teria a TRISTEZA? ALEGRIA? SAUDADE? MORTE… Outras palavras podem ser usadas;
  3. Agora, eu quero um som pra essas palavras… (todo e qualquer som é válido);
  4. Mais ideias de SONS: um som GRANULADO; DENTADO; BORBULHANTE; ZUMBIDO; PONTIAGUDO; ESTALADO; ESTRONDOSO; ESTILHAÇADO; RASGANDO… um RANGIDO, GARGAREJO, GUINCHO… Entre outros
  5. “SOBE NO COCO” – Canção, fraseado, ritmos básicos [P/ A / Ritmo da canção]; melodia /solfejo; com batimento corporal:

https://www.youtube.com/watch?v=A0LOwvdRqvQ&list=RDA0LOwvdRqvQ&start_radio=1

(A turma do “Corre Cutia” fez um lindo vídeo)

A atividade pode começar conversando sobre palavras e sons:

– O que te lembra “coqueiro”? – som do mar, ondas batendo, vento;

– organizando em sequencias: do mais forte ao mais suave; do mais curto ao mais longo; o mais estilhaçado ao mais unificado; borbulhante até virar zumbido; granulado até estrondoso…

– Coloca uma movimentação corporal; acrescenta os sons do mar, vento, etc.; um grupo faz os sons e o outro canta a canção.

LETRA DA CANÇÃO: 

SOBE NO CÔCO

TIRA O CÔCO

PEGUE O CÔCO

QUEBRE O CÔCO

ABRE O CÔCO

PRA GENTE PODER COMER.

 

O VALOR DA IMPROVISAÇÃO

O jogo musical livre e espontâneo, de caráter sonoro – rítmico – melódico – harmônico realizado através da atividade vocal, corporal e instrumental, promove uma metabolização ou recreação totalmente pessoal dos elementos absorvidos. A criança cria, compõe, recompõe, experimenta com a realidade musical.