Uma música da BAHIA – vamos sonorizar
Escola é um espaço complexo e altamente diversificado que, dada a sua abrangência, congrega diferentes sujeitos e universos culturais.
Atuar na educação básica é um desafio para os profissionais da educação, No entanto, é preciso superar os obstáculos existentes, possibilitando que as escolas cumpram propiciar ao indivíduo uma formação ampla e plena para que possa viver e atuar em sintonia com as necessidades, características e valores do mundo que o rodeia.
Entendemos que a partir de práticas de criação, interpretação, descoberta e vivência musical, bem como de propostas lúdicas, diversificadas e eficazes de ensino, o educador musical concretizará caminhos relevantes para a sua atuação docente, podendo, dessa forma, propiciar uma formação ampla e plena desse indivíduo. Formação essa que ofereça as condições necessárias para que os diferentes sujeitos presentes no processo educativo possam lidar com códigos, valores e significados intrínsecos da linguagem musical.
Certamente é papel do professor de música na educação básica ministrar aulas e desenvolver conteúdos fundamentais para a formação musical no universo escolar. Entretanto, é tarefa de todos nós, educadores musicais e membros da sociedade em geral, pensar, refletir e contribuir efetivamente para que a música, enquanto fenômeno artístico e cultural faça parte do rico, potencial e democrático universo formativo da educação básica.
KOELLREUTTER diz, que a criança acima dos anos manifesta através da linguagem falada uma resposta de caráter marcadamente afetiva ao estimulo musical. Caracterizada pela participação da consciência afetiva, a manipulação espontânea do material sonoro, sendo o canto sua manifestação mais corrente.
Teca Alencar e Carlos Kater, educadores musicais brasileiros, reiteram essas palavras de Koellreutter e dizem, o manejo dos elementos musicais diferentes não só motiva um desenvolvimento sensorial-progressivo e supõe um ativo estimulo afetivo que constitui o fator preponderante no desenvolvimento mental-musical do indivíduo.
- Experiência / sensorialidade; motricidade.
- Consciência / afetividade; linguagem.
- Conceito / intelecto; pensamento lógico.
Uma ATIVIDADE para Criação Sonora:
- Falarei algumas cores e vocês me dirão uma palavra – AZUL, MARROM, BRANCO, AMARELO;
- Que cor teria a TRISTEZA? ALEGRIA? SAUDADE? MORTE… Outras palavras podem ser usadas;
- Agora, eu quero um som pra essas palavras… (todo e qualquer som é válido);
- Mais ideias de SONS: um som GRANULADO; DENTADO; BORBULHANTE; ZUMBIDO; PONTIAGUDO; ESTALADO; ESTRONDOSO; ESTILHAÇADO; RASGANDO… um RANGIDO, GARGAREJO, GUINCHO… Entre outros
- “SOBE NO COCO” – Canção, fraseado, ritmos básicos [P/ A / Ritmo da canção]; melodia /solfejo; com batimento corporal:
https://www.youtube.com/watch?v=A0LOwvdRqvQ&list=RDA0LOwvdRqvQ&start_radio=1
(A turma do “Corre Cutia” fez um lindo vídeo)
A atividade pode começar conversando sobre palavras e sons:
– O que te lembra “coqueiro”? – som do mar, ondas batendo, vento;
– organizando em sequencias: do mais forte ao mais suave; do mais curto ao mais longo; o mais estilhaçado ao mais unificado; borbulhante até virar zumbido; granulado até estrondoso…
– Coloca uma movimentação corporal; acrescenta os sons do mar, vento, etc.; um grupo faz os sons e o outro canta a canção.
LETRA DA CANÇÃO:
SOBE NO CÔCO
TIRA O CÔCO
PEGUE O CÔCO
QUEBRE O CÔCO
ABRE O CÔCO
PRA GENTE PODER COMER.
O VALOR DA IMPROVISAÇÃO
O jogo musical livre e espontâneo, de caráter sonoro – rítmico – melódico – harmônico realizado através da atividade vocal, corporal e instrumental, promove uma metabolização ou recreação totalmente pessoal dos elementos absorvidos. A criança cria, compõe, recompõe, experimenta com a realidade musical.